quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GOIÁS LIDERA DEVASTAÇÃO DO CERRADO

Segundo pesquisa do IBGE, estado já derrubou área igual à de 294 municípios como Goiânia
João Gabriel de Freitas de Rio Quente
Vítima crônica do desmatamento e com cobertura total quase que em sua metade comprometida, o bioma Cerrado, um dos mais ricos em biodiversidade do País, tem em Goiás sua maior área degradada, segundo a pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, desenvolvida e divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Composto por mais de 20 itens, o IDS abarca pesquisas diversas referentes tanto a questões ambientais - como emissões de gases poluentes, incêndios florestais ou mesmo a área remanescente e o desmatamento do Cerrado -, assim como tópicos socio-econômicos e institucionais, referentes ao período de 2002 a 2008. No levantamento, evidencia-se um dado alarmante. E, 2008, Goiás tinha a maior área destruída de Cerrado: 214.587 quilômetros quadrados, o equivalente à area de 294 municípios do tamanho de Goiânia e que representa 65,11% de sua área no Estado. Quanto à sua cobertura vegetal original, que se estende por 12 Estados, o bioma Cerrado chega a 2008 com praticamente metade de sua área desmatada. Do total de 2.038.953 de quilômetros quadrados, restam ainda 1.052.708 quilômetros quadrados, sendo que até o ano de 2008, 48,4% do total já haviam sido destruídos, conforme dados do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (CSR/Ibama), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente. Em Goiás, dos 329.595 quilômetros quadrados do Cerrado original, 214.587 quilômetros quadrados já foram ao chão.
A manutenção, até o momento, dos 34,89% de Cerrado que ainda resistem no Estado, muitas vezes se sustenta por questões eminentemente naturais, como bem explica o geólogo Péricles Prado, gerente de recursos naturais do IBGE. "A maioria das áreas hoje preservadas normalmente se encontra em regiões de solo rochoso ou mesmo voçorocas, o que não chega a ser útil para a agropecuária" alega Prado. "Infelizmente, hoje, o Cerrado que se encontrava em áreas planas, e até mesmo em regiões de preservação permanente, como nas beiras de rios, foi derrubado", afirma.
Péricles também ressalta que, mesmo com poucas áreas ainda preservadas, faltam pesquisas mais precisas para identificar áreas de Cerrado que ainda são ameaçadas pela fronteira agrícola e pecuária. Conforme também atesta Laerte Ferreira, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG), que monitora a região Centro-Oeste com imagens de satélite, a área do Estado onde o Cerrado ainda é mais vitimado abrange as regiões no Nordeste, na divisa com a Bahia, e Sudoeste. No entanto, o ritmo do desmatamento em Goiás diminuiu entre 2002 a 2008, segundo a mesma pesquisa divulgada ontem pelo IBGE.
A explicação talvez seja justamente a ausência de áreas do bioma nativo disponíveis. "Notamos uma tendência de queda do desmatamento em Goiás nos anos mais próximos, mas isso não significa que ele se encerrou. Hoje, o desflorestamento se concentra em Mato Grosso", diz Laerte Ferreira.
De fato, conforme também atesta o IDS 2010, Mato Grosso lidera o desmatamento entre os Estados, no período de 2002 a 2008, 17.589 quilômetros quadrados desmatados, seguido de Maranhão, e Tocantins (veja quadro). Nestes seis anos, Goiás registrou o desmatamento de 9.898 quilômetros quadrados de Cerrado.
Já as Unidades da Federação que possuem maior área de Cerrado original são: Mato Grosso (17,60%), Minas Gerais (16,37%) e Goiás (16,16%).
Fonte: www.opopular.com.br/

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ESPÉCIES DE EUCALIPTO INDICADAS EM FUNÇÃO DOS USOS SOLO E DO CLIMA


• Celulose: E. alba, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. saligna, E. urophylla e E. grandis x E. urophylla (híbrido).

• Lenha e carvão: E. brassiana, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. saligna, E. tereticornis, E. tesselaris e E. urophylla.

• Serraria: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. resinifera, E. robusta, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

• Móveis: E. camaldulensis, E. citriodora, E. deglupta, E. dunnii, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. saligna e E. tereticornis.

• Laminação: E. botryoides, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. pilularis, E. robusta, E. saligna e E. tereticornis.

• Caixotaria: E. dunnii, E. grandis, E. pilularis e E. resinifera.

• Construções: E. alba, E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. deglupta, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. robusta, E. tereticornis e E. tesselaris.

• Dormentes: E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. robusta e E. tereticornis.

• Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. punctata, E. propinqua, E. tereticornis e E. resinifera.

• Estacas e moirões: E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.

• Óleos essenciais: E. camaldulensis, E. citriodora, E. exserta, E. globulus, E. smithii e E. tereticornis.

• Taninos: E. camaldulensis, E. citriodora, E. maculata, E. paniculata e E. smithii.

Espécies de eucalipto indicadas em função do clima:

• Úmido e quente: E. camaldulensis, E. deglupta, E. robusta, E. tereticornis e E. urophylla.

• Úmido e frio: E. botryoides, E. deanei, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maidenii, E.
paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. resinifera, E. robusta, E. saligna e E. viminalis.

• Subúmido úmido: E. citriodora, E. grandis, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

• Subúmido seco: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. tereticornis e E. urophylla.

• Semiárido: E. brassiana, E. camaldulensis, E. crebra, E. exserta, E. tereticornis e E. tessalaris.

Espécies de eucalipto indicadas em função do solo:

• Argilosos: E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. paniculata E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, e E. urophylla.

• Textura média: E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

• Arenosos: E. brassiana, E. camaldulensis, E. deanei, E. dunnii, E. grandis, E. robusta E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

• Hidromórficos: E. robusta.

• Distróficos: E. alba, E. camaldulensis, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pyrocarpa e E. propinqua

domingo, 23 de maio de 2010

Fábrica precisará de 110 mil hectares adicionais de florestas plantadas de eucalipto


João Maria Vicente
Fábrica fará uma parada para manutenção de 10 dias em junho
A Fibria já tem estudos adiantados para a construção de uma nova fábrica de celulose em Três Lagoas. Foi o que anunciou o diretor geral de RI da empresa, André Gonçalves, em entrevista ao site celulose online, na segunda-feira (17). "Neste segundo semestre devemos dar início aos estudos ambientais nos locais das fábricas. Devemos também começar em 2011 novos plantios e para isso já estamos em conversações com fazendeiros locais. Pretendemos ter para estes novos projetos 70% de florestas próprias e 30% para parceiros", declarou André.
Estas informações foram confirmadas ontem (20) por Carlos Aguiar, presidente da empresa. Segundo ele, a companhia precisará de 110 mil hectares adicionais de florestas plantadas de eucalipto para que sua segunda unidade no município possa entrar em operação.

domingo, 9 de maio de 2010

Cultura do eucalipto ganha espaço entre pequenos agricultores

Cultura do eucalipto ganha espaço entre pequenos agricultores do Baixo Sul


Há seis anos seu Lindoelson Olegário dos Santos, 53 anos, conheceu a cultura do eucalipto ao visitar amigos no distrito de Posto da Mata (Nova Viçosa), Extremo Sul do estado. A partir daí, surgiu o interesse de pesquisar e obter mudas de árvores para o plantio em sua fazenda no município de Wenceslau Guimarães, Baixo Sul.

Da visita a Posto da Mata, seu Lindoelson trouxe na bagagem algumas sementes de eucalipto e a vontade de investir na nova cultura. Determinado, limpou a área e iniciou o plantio em sua propriedade.
Hoje, seu Lindoelson possui mais de 60 mil pés de eucalipto na fazenda Água Branca, de sua propriedade, localizada no distrito de Água Vermelha, zona rural de Wenceslau Guimarães. As mudas foram conseguidas por meio do Programa Agricultor Florestal, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). “Comecei com 200 mudas, hoje tenho uma floresta”, diz.

De crescimento rápido e retorno garantido, o eucalipto transformou seu Lindoelson em um dos maiores fornecedores da madeira para mourões de fazendas e madeireiras da região. “Quando comecei a produzir, o povo dizia que eucalipto secava a terra. Resolvi arriscar e, hoje, com o resultado tenho certeza de que isso é mito”, relembra.

“Para mim plantar eucalipto é economicamente viável. Tinha muita historia de que a terra secava, de que os passarinhos iriam acabar, e que não daria para plantar mais nada”, afirmou o agricultor que, junto com o eucalipto, cultiva cacau, banana-da-terra, além da criação de 60 mil peixes nas sete represas localizadas na sua fazenda.

Coordenado pela Sema, o Programa Agricultor Florestal apoia o desenvolvimento rural, fortalecendo a agricultura familiar e gerando trabalho e renda para os produtores rurais.

Técnicos da Sema prestam assistência técnica aos produtores, orientando sobre o plantio e manejo das sementes e mudas. “Comecei a plantar sem técnica, usava vários espaçamentos. Eles me orientaram sobre a espécie ideal para o meu terreno e ainda apresentaram outras opções de eucalipto”, destacou seu Lindoelson.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, o programa modifica a cultura do agricultor familiar ao propor um ganho social e, principalmente, ambiental para a região. “A iniciativa dá dignidade ao homem do campo, propondo alternativas sustentáveis e condições de trabalho. Cerca de 80% da população de Wenceslau Guimarães vive na zona rural e sobrevive da agricultura”, disse Juliano.

Mercado e renda – Boa parte da madeira produzida por seu Lindoelson é comercializada com a Madeireira Novaes, em Wenceslau Guimarães. Há um ano e meio o proprietário Alex Novaes optou por trabalhar para atender a demanda de empresas e fábricas de estofados, camas box, portas e colchões. O comerciante repassa para as fábricas de móveis locais cerca de 80 a 100 metros cúbicos de madeira por mês. “A tendência é aumentar”, afirma Alex.

Segundo ele, trabalhar com o eucalipto tem sido gratificante. “Primeiro porque prezo pelo caminho da legalidade e pela preservação”, garante. “Aliado a isso, tem o incentivo para o pequeno agricultor investir na produção. Eu aconselho o plantio do eucalipto. E se depender de mim terá sempre mercado”, revela.

Agregar valor - Para atender e apoiar os agricultores da região, a Sema em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vai disponibilizar capacitação no manuseio da madeira para os usos específicos.

De acordo com Renato Souza, presidente do Sindicato Rural de Gandu, cidade localizada no Baixo Sul, a parceria aconteceu devido aos produtores acreditarem no programa da Sema e na cultura do eucalipto. “O programa é relevante, pois educa o homem do campo e ainda abre a possibilidade para a geração de renda”, ressalta Renato, lembrando que a iniciativa tem o viés da preservação e sustentabilidade.

A próxima capacitação do programa, com data prevista para início de fevereiro, contará com palestras, seminários, dia de campo para os agricultores e visitas técnicas.
De acordo com o secretario do Meio Ambiente de Wenceslau Guimarães, Juarez Leal, o programa é responsável pela redução da degradação do meio ambiente. “Além disso, promove o desenvolvimento de forma sustentável, evitando o êxodo rural com a oferta de trabalho”, lembra.

“A expectativa é que esta parceria possa trazer mais uma alternativa de fixar o homem no campo, para que ele possa viver com dignidade e focado na sustentabilidade”, revelou Rogério Miranda, técnico da Sema.


Fonte: Ascom/SEMA


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Apicultores de dobram produção com florada de eucalipto

Apicultores de dobram produção com florada de eucalipto

Apicultores preparam abelhas para colheita do mel

Campo Grande - Nos últimos meses, os altos índices de precipitação pluviométrica tem causado prejuízos econômicos em quase todas as regiões do país. Em Mato Grosso do Sul, um setor bastante afetado negativamente foi o da apicultura. O excesso de água lava o pólen das flores, e impede a abelha de sair da colméia, estagnando a produção do mel.

“Entre agosto e dezembro do ano passado, praticamente não tivemos colheita por causa da chuva”, relembra o consultor do Sebrae/MS, Gustavo Nadeu Bijos. Segundo ele, de junho a outubro de 2009 a queda na produção foi de mais de 50%.

A situação teria sido a mesma no começo deste ano para os produtores da região do Bolsão, na parte leste do estado, se não fosse a alternativa encontrada pelos apicultores locais. Em uma parceria com a Fibria, indústria do setor de celulose e papel, os produtores encontraram na integração entre silvicultura e apicultura a possibilidade de aumentar a produção mesmo com o mal tempo.

“Desde o final do ano passado os apicultores colocaram colméias nos corredores dos hortos de eucaliptos da empresa”, relata Bijos. A área total da plantação é de aproximadamente 240 mil hectares, e oito mil hectares são destinados aos criadores de abelhas.

“O eucalipto tem uma florada muito rápida. Mesmo com uma chuvarada, se der alguns dias de sol já dá pra colher bastante”, conta Wilmar Arantes, apicultor da Associação de Apicultores de Três Lagoas (APITL) que também mantém suas colméias na área da empresa. “Se não fosse a floresta, agora a gente não estaria colhendo nada”.

Além de Arantes, outros 25 produtores das cidades de Brasilândia, Cassilândia e Três Lagoas também integram a parceria que é pioneira em Mato Grosso do Sul, mas que já vem obtendo resultados expressivos em outros estados. Em Capão Bonito, no interior de São Paulo, onde a Fibria firmou o primeiro contrato no País com associações de apicultores, a produção local passou de pouco menos de nove para 50 toneladas em três anos de atividade.

O gerente de agronegócios do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria se surpreende com o relatório parcial da apicultura na região do Bolsão. “Estima-se que os apicultores vão colher este ano entre 35 e 40 quilos de mel por colméia só com o eucalipto. É o dobro da média nacional, de apenas 16 quilos”. O mel de eucalipto tem um tempo de colheita até duas vezes menor que o tradicional, o que aumenta a produtividade. Mas, segundo Faria, este não é o único fator que contribuiu para os bons resultados. “Os produtores estão recebendo treinamento para realizar corretamente o manejo das abelhas”.

Para o presidente da APITL, Cláudio Koch, apesar dos números promissores a colheita foi apenas mediana comparada ao potencial do eucalipto. “Ainda estamos colhendo pouco. Se não estivesse chovendo tanto, iríamos atingir facilmente 60 a 70 quilos de mel por colméia”, estima. A família de Koch está no ramo da apicultura há 20 anos, e ele relembra que a colheita não chegava a 10 quilos nos primeiros tempos. Troca periódica da rainha, substituição de cera, controle sanitário e suplementação nutricional são alguns dos cuidados que os produtores devem tomar para que os resultados sejam proveitosos.

De acordo com Gustavo Bijos, o maior destinatário de toda essa produção crescente de mel na região tem sido o estado de São Paulo, que compra o produto bruto para ser envasado no interior. Além da venda direta para o comércio local, estão sendo estudados projetos para que boa parte da produção seja regularmente adquirida pelo município para a utilização na merenda escolar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Análise de mercado do eucalipto energético em Goiás

Análise de mercado do eucalipto energético em Goiás

20/04 - 15:00
Aumento na oferta, queda no preço

O mercado começa a registrar queda em algumas regiões do Estado, essa queda segundo os próprios compradores, está acontecendo em virtude do aumento da oferta da madeira de lenha nessas regiões.

De qualquer forma mesmo com a queda do preço, muitos compradores que não estavam comprando devido ao estoque realizado para o período chuvoso, já voltaram à compra, como no caso de Anápolis, Catalão, Goiânia, Senador Canedo dentre outros.

O projeto de lei reduzindo a carga tributária da madeira de reflorestamento de 17% para 3% nas operações interna, que foi proposta pela Secretaria da Fazenda - seguindo as sugestões da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), ainda está tramitando e no momento está na Procuradoria Geral do Estado.

Vale Lembrar que esse incentivo vai além da simples desoneração tributária parcial de insumo destinado a indústria goiana, pois, ao incentivar a utilização de madeira de reflorestamento, torna a utilização desta vantajosa em relação à madeira oriunda de desmatamento, contribuindo para a preservação da vegetação original, principalmente do cerrado que predomina em Goiás.

Cotações de Madeira de Eucaliptos

(R$/metro posto na indústria)

Municípios

Fev/10

Mar/10

Anápolis

-

90,00

Bela Vista

90,00

86,00

Catalão

-

85,00

Goiânia 1

90,00

86,00

Goiânia 2

-

90,00

Hidrolândia

95,00

83,00

Inhumas

-

-

Itumbiára

78,50

78,50

Jataí

-

-

Mineiros

s/c

s/c

Mozarlandia

90,00

87,50

Morrinhos

90,00

90,00

Palmeiras

75,00

75,00

Porangatu

s/c

s/c

Rio Verde 1

77,00

77,00

Rio Verde 2

-

-

Senador Canedo

-

90,00

São Luis M. Belos

96,50

90,00

São Luis M. Belos

90,00

90,00

São Simão

88,00

88,00

Uruaçú

85,00

85,00

Mínimo

75,00

75,00

Máximo

96,50

90,00

Média

87,08

85,66


A análise de mercado do eucalipto é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes

Responsável Técnico: Marcelo Lessa

FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás

terça-feira, 13 de abril de 2010

proposta que prevê incentivos e financiamento para produtores rurais que plantarem eucalipto

O governo do estado de Goiás apresentou no Condel/FCO (Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional do Centro-Oeste) uma proposta que prevê incentivos e financiamento para produtores rurais que plantarem eucalipto, seja para fim de fornecimento de lenha ou madeira para indústrias.

O debate surgiu a partir de uma necessidade de consumo da Caramuru Alimentos, uma das maiores consumidoras de madeira do estado, e representantes da Seplan (Secretaria Estadual de Planejamento) e da superintendência do Branco do Brasil em Goiás. Além da Caramuru, inúmeras empresas no estado utilizam a madeira de diversas maneiras, inclusive como lenha e carvão. Muitas delas têm reflorestamentos próprios, mas sabe-se da necessidade atual e futura de florestas energéticas. Com a aprovação da proposta do Fundo Deliberativo Constitucional, os financiamentos passam a ser direcionados aos produtores rurais e não apenas para as indústrias. Os produtores rurais devem utilizar os recursos na implantação de florestas de eucalipto em sistema de integração, com contratos de venda futura, preços e outras garantias.

Fonte: Revista Referência

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A importância das florestas


Desde que o mundo é mundo, e no Brasil não foi diferente, as florestas nativas vêm sendo exploradas indiscriminadamente pelo homem, por dois motivos fundamentais: primeiro, pela demanda crescente por madeira, e, segundo, pela crença de que os recursos naturais são inesgotáveis.

A natureza é finita, sim. E é aí que residem a atualidade e a importância das florestas plantadas como alternativa ecológica para o nosso planeta e o nosso país. Um país privilegiado, com enorme disponibilidade de luz solar, água e um solo onde, como já dizia Pero Vaz de Caminha, em se plantando, tudo dá.
Tão discutidas no passado, e hoje cada vez mais valorizadas, as florestas plantadas garantem a coexistência dos biomas naturais remanescentes.
Aproximadamente um terço da área pertencente às empresas florestais no país, como é o caso da Aracruz, é coberto e preservado somente com vegetação nativa, protegida na forma de reservas legais e áreas de preservação permanente.Intercaladas com os plantios comerciais, essas florestas permitem a comunicação, multiplicação e preservação de espécies da fauna e flora locais.
No Brasil, onde ainda existem 92 milhões de hectares de terras agricultáveis não utilizadas, as florestas plantadas com eucaliptos, pínus e outros tipos de árvore ocupam 5,7 milhões de hectares (60% deles destinados à eucaliptocultura), contra 61 milhões de hectares ocupados por outros cultivos agrícolas, como milho, soja, laranja e café. E nada menos que 220 milhões de hectares são ocupados por pastagens.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quando o eucalipto é um mau negócio


A tese de que a monocultura do eucalipto é prejudicial não apenas ao meio ambiente, mas também à questão social, foi sobejamente demonstrada em pesquisa do Incaper de Santa Maria de Jetibá realizada em 2002. Os números da pesquisa são impressionantes, como mostra matéria em destaque nesta edição.

Ambientalistas e cientistas vêm insistentemente denunciando esse fato. Mas nada como números para comprovar sua pertinência. Em última análise, a pesquisa mostra que o plantio de florestas para produção da celulose, além de degradar o solo, leva pobreza e desemprego ao pequeno agricultor, que já vive cercado pelos eucaliptais da Aracruz Celulose.

Veja o leitor este dado: na questão do emprego, os plantios de eucalipto geram apenas um posto de trabalho para cada 30 hectares, quando a produção familiar camponesa emprega um trabalhador por hectare, em média.

Mais preocupante ainda é a situação para a economia dos municípios capixabas que têm na agricultura o setor econômico predominante. Diz a Aracruz Celulose, tentando atrair pequenos produtores rurais para o seu programa de fomento florestal, que esse é um bom negócio para eles.

Não é. Substituir a cultura atual pelo plantio do eucalipto ocasiona mais desemprego e queda do poder de renda do trabalhador rural.

A pesquisa mostrou que o plantio do eucalipto dá prejuízo ao pequeno produtor rural, principalmente o de agricultura familiar, com propriedades de até 25 hectares para plantios. Um hectare empregado para produção de hortifrutigranjeiros rende R$ 12 mil por ano, enquanto um hectare plantado com eucalipto rende R$ 395 anualmente.

Como questionar esses dados? Impossível. A pesquisa estudou custos e preços de 24 produtos agrícolas, comparados com o eucalipto, numa planilha com custos de produção, valor de venda, rentabilidade da safra por ano, custo de produção por volume vendido, rentabilidade/dia de mão-de-obra, e rentabilidade de capital. Foram estudados de produtos como verduras, frutas, legumes e milho.

A pesquisa provou que os pequenos proprietários só têm a perder com o plantio de eucalipto. Com dez hectares plantados com o eucalipto, o proprietário terá um ganho anual de R$ 3.950,00, o que na prática não dá para família nenhuma sobreviver. Já a mesma área em produtos agrícolas daria um rendimento superior a R$ 100 mil anuais.

Trata-se, como se vê, de propaganda enganosa da multinacional. O plantio do eucalipto só é bom negócio para ela. Esta é uma verdade incontestável.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Programa Produtor Florestal


O Programa Produtor Florestal da Aracruz, existente há mais de 10 anos no Espírito Santo, é uma garantia de emprego e renda ao agropecuarista. Além da garantia de compra, os cultivos de eucalipto são acompanhados por técnicos da Aracruz durante o tempo de crescimento das árvores, com todo o suporte necessário.
O proprietário da terra pode reservar 3,5% da produção do eucalipto para uso próprio e conta com a opção de vender os resíduos florestais deixados no solo durante a colheita da madeira

terça-feira, 14 de julho de 2009

ALERTA VERDE

Hoje existem mais de 400 tipos de eucaliptos, pesquise mesmo e faça um plano de negócio para não quebrar pois, é muito caro para se plantar apenas um hectare. Quem vê apenas o preço final cai do cavalo e passa a ser o burro de carga. Tem sites que vende ilusões então tenha um pouco de calma e pesquise. Dicas de produtores são poucas, pois, nem entram em sites. Com todo o material que tem disponivel tornarão bons teóricos. O macete da lavoura é aprender mesmo plantando. Começe com pouco. Tipo 1000 unidades de dois ou 3 tipos. depois de um ano você esta apto para plantar muito mais. Vá devagar o preço tá em queda livre. Tem muita oferta. Lembre-se da história da queroba! Cuidado olhe o preço. Sempre você terá de entregar na compradora e todas as despeas são suas: corte, frete, notas fiscais e isso é pensar em muitas pessoas sem falar nas questões trabalhistas, etc. Pense! Está falando quem era entusiasmado e hoje é decepcionado quando comecei a cortar e sofrer para vender pouca gente queima lenha! Pense tem de ser grande consumidor ademais a madeira nativa é bem mais barata!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Desmatamento na Amazônia cai 89% no mês de maio


O desmatamento na Amazônia caiu 89% em maio deste ano, em comparação com o mesmo mês em 2008. De acordo com o Instituto de Pesquisa Espacial (Inpe), responsável pela divulgação dos dados, o total da área desmatada foi de 123 km².

Em coletiva de imprensa no início da tarde do dia 24 de maio, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a expectativa é de que “teremos o menor índice de desmatamento dos últimos 20 anos”.

Minc declarou ainda que a soma do desmatamento dos cinco primeiros meses deste ano é menor do que a taxa do mês de abril do ano passado. O Mato Grosso foi o estado brasileiro com o maior índice de desmatamento (61%), seguido por Roraima (17,72%) e Maranhão (17,63%). O sistema utilizado para a medição foi o Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real). Na medição deste ano, a cobertura de nuvens foi de 62%, em contraponto aos 46% do mesmo período no ano passado.

De acordo com o ministro, as causas da redução estão relacionadas aos pactos com os setores produtivos de soja e madeira, ao aumento da aplicação de multas, à Operação Arco Verde e à atuação do Ibama em conjunto com a Força Nacional e as Polícias Federal e Rodoviária, que realizaram intensas operações de fiscalização e apreensão em toda a região. Ele acrescentou que todo o Governo Federal está empenhado em reduzir drasticamente a devastação na Amazônia. “Nossa meta é alcançar em 2017 o desmatamento zero”, completou.

Minc também anunciou o pacto que será firmado com o Ministério do Desenvolvimento Social para sanar o custo social da operação Arco Verde. O novo pacto prevê a piscicultura, o manejo florestal e a agricultura de baixo impacto como alternativas de trabalho para as pessoas que antes trabalhavam em atividades ilegais. “Graças a ações como estas conseguimos chegar a esta redução, mas cada vez que fechamos uma serraria, por exemplo, sabemos que ocorre o desemprego entre a população local”, completou o ministro.

O delegado da Polícia Federal, Álvaro Palharini, da Divisão de Crimes contra o Meio Ambiente destacou a parceria entre Ibama, Força Nacional e Polícia Rodoviária e afirmou que nunca houve um trabalho de fiscalização “tão intenso e árduo” quanto agora, o que resultou na expressiva queda do desmatamento. Ele citou a importância das operações Arco Verde e Portal que controla o escoamento de madeira dos estados do Acre, Rondônia, do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso.

Segundo o diretor do Ibama, Luciano Evaristo, das 300 operações planejadas para este ano, 103 já foram realizadas entre janeiro e junho. A maior parte das ações estratégicas será executada no período crítico da seca que teve início em maio e se estende até agosto. Do começo do ano até agora, o Ibama já aplicou um total de 1.102 multas, o que equivale a aproximadamente R$806 milhões.

Minc esclareceu ainda que a regularização fundiária na Amazônia, associada ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), também pode contribuir para o controle do desmatamento, uma vez que a medida deve legalizar as propriedades, facilitando a fiscalização e reduzindo a violência na região.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Clone de Eucalipto está provada a sua precocidade.

Este foi plantado em 13 de dezembro de 2007.







É bem vísivel as linhas do eucalipto já com 78 dias de idade, pois, o inicio do plantio se deu a partir de 07 de dezembro de 2008. Eucalipto tipo clone.



É bem vísivel as linhas do eucalipto já com 78 dias de idade, pois, o inicio do plantio se deu a partir de 07 de dezembro de 2008.


Fazenda Campo Alegre II em Mossâmedes-GO.



























Somente a foto de cima é o clone plantado em 2007 e as restantes foram plantados em 2008. Detalhe a foto em que aparece a Rav4 é perto do curral. Estes estão com 13 meses de idade. E já estou usando para o pastoreio de gado de até 18 meses para controle de brachiária.
















Aparece uma foto do eucalipto plantado em 13 de dezembro de 2007 e as demais foram plantados em o7 de dezembro de 2008.


























É bem vísivel as linhas do eucalipto já com 78 dias de idade, pois, o inicio do plantio se deu a partir de 07 de dezembro de 2008. Eucalipto tipo clone. Antes do plantio foi feito herbicida, qu deixou o terreno limpo (Gliss). Agora o brachiária decumbens ataca violentamente. Mas a praga vai ser controlada e em tempo hábil será usado um herbicida para eliminar o brachiária.











Veja a diferença do eucalipto plantado em 13 de dezembro de 2007 e o plantado em 07 de dezembro de 2008. Obs: o eucalipto plantado em dezembro de 2008 está muito sujo. Ainda não foi limpo com herbicida ou meio manual. Está sendo feito sistematicamente o combate de formigas.
Foto tirada em 23 de fevereiro de 2.009.





Reserva legal. Cerrado. Acima da cerca está plantado diversas nativas 1.420 mudas e abaixo da árvore é um filhote de ema, que passeia tranquilamente na Fazenda Campo AlegreII. Em 22 de fevreiro de 2.009.

domingo, 6 de julho de 2008


Eucalipto - Clone foto tirada em 06/07/2008. O plantio foi feito em 13/12/2007.

Eucalipto - Clone foto tirada em 06/07/2008. O plantio foi feito em 13/12/2007.
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Eucalipto - Clone foto tirada em 06/07/2008. O plantio foi feito em 13/12/2007.